A Saúde do Homem em Foco - esta data tem o objetivo de conscientizar a população masculina sobre os cuidados que devem tomar com a sua saúde. No Brasil, o Dia do Homem foi criado por iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores e é celebrado no país desde 1992.
Saúde, autocuidado, prevenção, meio ambiente, bem-estar social e desenvolvimento do “ser” são alguns subtemas indispensáveis para a “Saúde Integral do Homem”[1]. Sem essas “características” que são essenciais a uma melhor qualidade de vida, fica praticamente impossível implementar políticas públicas para a promoção integral do “ser humano”.
Os homens vivem, em média, sete anos e meio a menos que as mulheres. As principais causas de mortalidade masculina entre 20 e 59 anos são as causas externas, como agressões e acidentes de veículos, que correspondem a 89.528 óbitos (36,4%). Em seguida, vêm as doenças do aparelho circulatório - infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca – com 43.518 óbitos (17,7%); as neoplasias que correspondem a 29.274 óbitos (11,9%) e doenças do aparelho respiratório (12.388 óbitos ou 5%) [2,3].
Para uma vida saudável, o indivíduo precisa de uma educação holística, onde perceba que os diversos campos da vida privada e social conversam numa teia de relações integrativas. E que por meio da tolerância com as diversidades nos campos das ciências, da política, da religião e da filosofia é que se pode fazer evoluir um homem melhor intelectual, emocional e espiritualmente.
Não são poucos os benefícios gerados quando homens assumem um papel maior no cuidado: eles constroem vínculos afetivos mais fortes com quem cuidam e aqueles que participam de forma mais igualitária no cuidado apresentam melhor saúde física e mental do que aqueles que não o fazem [3]. Crianças que têm modelos de apoio e afeto de uma figura paterna são mais propensas a serem mais seguras e mais protegidas da violência [4]. As mulheres que têm parceiros/as envolvidos/as se sentem mais apoiadas emocionalmente e menos estressadas.
No Brasil, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem trabalha com cinco eixos prioritários: acesso e acolhimento; paternidade e cuidado; doenças prevalentes na população masculina; prevenção de violência e acidentes; e saúde sexual e reprodutiva [1]. Apesar dos avanços, ainda prevalece na população masculina os principais problemas de saúde pública como Hipertensão, Diabetes e Obesidade. É preciso ampliar estratégias no ambito das politicas públicas e instituições que estimulem o autocuidado e contribuam para ações de prevenção, das doenças, redução dos preconceitos, bom convívio social e ao desenvolvimento psíquico espiritual e intelectual. Resumindo, um chamamento ao bem viver.
Referências:
- World Health Organization (WHO). The men’s health gap: men must be included in the global health equity agenda. Baker P, Dworkin S, Tong S, Banks I, Shand T, and Yamey G. Bull World Health Organ. 2014;92:618-620. Available at: http://www.who.int/bulletin/ volumes/92/8/13-132795.pdf. Accessed on 23/09/2020.
- 2.Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-do-homem. Acesso em: 10/11/2022.
- 3.Braga Oliveira V, Saraiva Aguiar R. Conhecimento da política de saúde do homem e a relação com a atenção í saúde. SaudColetiv (Barueri) [Internet]. 10(55):2985-3002. Disponível em: https://www.revistas.mpmcomunicacao.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/570. Acesso em: 11/11/2022.
- Cesaro BC, Santos HB, Silva FNM. Masculinidades inerentes à política brasileira de saúde do homem. Rev Panam de Salud Publica. 2018;42:e119. https://doi.org/10.26633/RPSP.2018.119
Autores: Claudemir Santos da Costa, Técnico em laboratório - equipe de Saúde Bucal do DQV/UFRPE, Mestre em Biotecnologia/UFPE e Marina Ferreira de Medeiros Mendes, Seção de Programas de Saúde do Departamento de Qualidade de Vida DQV/UFRPE, Doutora em Saúde Internacional - Universidade Nova de Lisboa - UNL/IHMT.